
Escolhido como capitão pelo técnico Dunga, o zagueiro Lúcio é um dos principais líderes da seleção brasileira. E, com toda a experiência e liderança que tem, ele revelou neste domingo que o ambiente é muito bom no grupo que disputará o Mundial na África do Sul. "Nosso grupo tem sempre uma boa harmonia, sem qualquer problema", contou o jogador da Inter de Milão, que tem 32 anos e disputará sua terceira Copa.
Durante sua primeira entrevista desde que começou a preparação brasileira para a Copa, neste domingo, na concentração em Johannesburgo, Lúcio valorizou bastante a união e a determinação do grupo. E, no papel de capitão, admitiu o sonho de poder levantar a taça de campeão mundial. "Penso nisso desde 94, quando vi Dunga com o troféu. Aquilo foi uma inspiração para mim", disse o zagueiro.
Segundo ele, não há nada ensaiado para o momento de levantar a taça de campeão do mundo caso consiga chegar até lá. "Será um gesto espontâneo", avisou o atual capitão da seleção, que já teve a honra de faturar o título em 2002. Mesmo assim, Lúcio revelou que sua motivação é a mesma de um iniciante. "Para mim, é como se fosse a primeira Copa. A alegria e o desejo de ganhar são os mesmos de 2002."
Vivendo um grande momento na carreira, depois da brilhante temporada na Inter, Lúcio explicou que não se apega muito aos elogios individuais. Ele, inclusive, afirmou que o fato de a seleção brasileira ser apontada hoje como uma das melhores defesas do mundo só aumenta a sua responsabilidade e a dos companheiros. "Tem que manter a humildade, os pés no chão, e continuar trabalhando", admitiu.
Lúcio também aproveitou a entrevista para sair em defesa do ataque brasileiro, que tem produzido muito pouco durante os treinos na África do Sul. De acordo com ele, o "momento de errar é agora", quando o Brasil está em fase de preparação. "E também não é fácil passar pela defesa do time considerado reserva nos coletivos, o que é uma boa preparação para quando começarem os jogos."
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